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Dr. Oberdã: o envelhecimento e o risco de queda

Por Oberdã Moreira

● Palavra de especialista sobre insegurança em ambientes privados

► Quantas vezes você caiu no último ano? Se você respondeu pelo menos uma vez, saiba que um terço dos idosos responde da mesma forma. Contudo, neles o impacto tende a ser maior, já que os idosos apresentam 10 vezes mais hospitalizações e 8 vezes mais mortes consequentes de uma queda.

Além dos tombos, tropeços serem mais recorrentes em metade dos casos, essa população específica tem maior risco de fratura e de institucionalização. queda

Apesar de o consenso comum associar a idade com as quedas, esta não é uma verdade absoluta. Isto porque há uma diferença entre idade cronológica e idade biológica. Alguns idosos de 70 anos demonstram capacidade funcional e condicionamento físico superior a muitos adultos de 40 anos e, por isso, caem menos.

Infelizmente, outros idosos têm como característica a presença de múltiplas doenças. Assim, um idoso com dificuldade de visão relacionada a diabetes tem maior risco de cair. Esta mesma pessoa pode fazer uso de uma medicação sedativa, pode ter artrose, e cada um destes fatores se sobrepõe para aumentar o seu risco às quedas.

E se os fatores intrínsecos ao idoso potencializam as chances de cair – como sedentarismo, polifarmácia, medo de cair, gênero feminino, déficit da visão e da audição, hipotensão postural, alteração da marcha, deformidade nos pés e arritmia cardíaca – o mesmo também é válido para os fatores extrínsecos, onde seu ambiente também tem relação direta com as quedas.

Entre eles podemos incluir: pisos irregulares ou escorregadios, tapetes, iluminação inadequada, escadas, uso de instrumentos de marcha inadequados e presença de objetos/fios em área de trânsito.

A maioria das quedas é decorrente da perda do equilíbrio dinâmico, ou seja, ocorrem durante a locomoção, sendo causadas principalmente por tropeços e escorregões durante a marcha.

60% dentro de casa queda

Estatísticas norte-americanas indicam que 60% das quedas em idosos acontecem dentro de casa: ao subir escadas, escorregões em superfícies muito lisas e tropeços, entre outras situações.

Contudo, enquanto idosos mais funcionais podem ter quedas dentro de atividades mais complexas, como ao limpar o armário do guarda-roupa, ao tropeçar no caminho do supermercado; idosos mais frágeis tendem a cair dentro do próprio domicílio, muitas vezes no banheiro.

Por isso, a prevenção é algo fundamental. Assim, se você ainda é jovem, cuide-se. Alimentação saudável, ingestão hídrica adequada, vacinação, atividade física regular, não usar drogas, incluindo tabaco e álcool são recomendações de percepção universal, pois previnem doenças como hipertensão arterial, diabetes, câncer.

E se você já tem alguma doença, cuide-se. Mantenha uma lista atualizada de todos os medicamentos que está tomando e as leve ao seu médico. Pergunte a ele sobre efeitos colaterais dos remédios e aproveite a oportunidade, para avaliar a necessidade de exames oftalmológicos e físicos periódicos, para detectar a existência de problemas cardíacos.

Aos idosos, em especial, há indicação de participação em programas de atividade física que visem o desenvolvimento de agilidade, força, equilíbrio, coordenação e ganho de força.

Além disso, devem manter banho de sol diário e ingesta adequada de cálcio e vitamina D. E uma das orientações mais importantes: elimine da sua casa tudo aquilo que possa provocar escorregões e instale suportes, corrimão e outros acessórios de segurança.

Fonte: https://avosidade.com.br/dr-oberda-o-envelhecimento-e-a-queda/

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